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Confira como foi a estreia de “Amor & Revolução” pelo Brasil

Ontem estreou a novela “Amor & Revolução” no SBT, e segundo dados prévios da Grande São Paulo a trama marcou 7.1 de média e fechou em terceiro lugar, a Record foi vice com 12.3 e a Globo liderou com 19.6.

Confira agora a audiência de estreia em algumas praças:

Rio de Janeiro: marcou 7.3 com picos de 11 e share de 12% contra 17.3 da Record, 20.6 da Globo e 2.7 da Band.

Belo Horizonte: Foi vice com 6.3 com picos de 8 e share de 13%, a Record ficou em terceiro com 5.9, a Band em quarto com 3.5 e a Globo liderou com 20.7.

Porto Alegre: marcou 5.5 com picos de 7 e 9% de share, perdeu pra Band que atingiu o terceiro lugar com 6 pontos, a Record foi vice com 8.4, e a Globo líder com 27.7

Distrito Federal: Na capital, a trama marcou 10.3 pontos de média e fechou em terceiro lugar, a RedeTV ficou em quarto com 4 pontos, a Record na vice com 11.2, e a Globo liderou com 18.4

Estreia de “Amor & Revolução” registra terceiro lugar

A novela “Amor & Revolução” fez sua estreia no SBT na noite desta terça-feira, 05 de abril.

Primeira telenovela brasileira a abordar o assunto em sua trama central, a trama de Tiago Santiago com direção de Reynaldo Boury é ambientada no período da ditadura militar no Brasil.

Segundo a prévia, “A & R” marcou 7.1 de média com pico de 9.1 pontos contra 19.6 da Globo, 12.2 da Record, 4.0 da Band e 3.7 da RedeTV.

“Amor e Revolução” causa polêmica antes da estreia

ImagemA novela “Amor e Revolução”, de Tiago Santiago, que estreia nesta terça-feira (5) no SBT, vai retratar – com direito a fortes cenas de tortura – os anos de ditadura militar no País. O assunto, sempre polêmico, já está dando o que falar.
Mais de 70 depoimentos de pessoas que se dizem vítimas da repressão foram colhidos para serem exibidos ao término dos capítulos. Em entrevista ao programa de Marília Gabriela, no domingo (3), Santiago afirmou que só conseguiu um depoimento do “outro lado”, o de Jarbas Passarinho, militar reformado (ex-ministro do Trabalho e da Educação, nos governos Costa e Silva e Emílio Garrastazu Médici).
Aos 74 anos, Maria Joseíta Ustra, mulher e secretária do coronel reformado do exército Carlos Alberto Brilhante Ustra, ex-chefe do DOI-Codi entre setembro de 1970 e janeiro de 1974, foi procurada pela produção da novela, para dar seu depoimento. Em conversa com a reportagem do iG, ela explica por que se negou a gravar.
“Nós fomos procurados no dia 18 de março. Hoje é dia 4 de abril. Passaram-se 17 dias. A produção nos procurou quando já tinha 70 depoimentos, sendo que só um favorável aos militares. Pode-se resumir assim: faltando 18 dias para a estreia, ela veio me procurar sem ter depoimento algum? Então ela não teve intenção de ter 70 depoimentos a favor e 70 contra”, afirma.

Casada há 52 anos com o coronel que chegou a ser processado (e depois inocentado), acusado de comandar sessões de tortura em presos políticos, Maria Joseíta é professora primária aposentada. Sua atuação atual é manter um site com o mesmo nome do livro que seu marido lançou no ano passado, “A Verdade Sufocada – A história que a esquerda não quer que o Brasil conheça” (ed. SER). Maria Joseíta conta que preferiu sugerir outros nomes para dar depoimentos favoráveis ao período militar.
Um dos nomes é o do coronel da reserva Ronaldo Brito, diretor da ONG Terrorismo Nunca Mais, que se auto-declara um “contrarrevolucionário”. “A nossa ideia, os nossos depoimentos, é que sejam calcados em episódios históricos que não possam ser refutados. Sabemos que não há qualquer possibilidade da novela ser a favor dos contrarrevolucionários. É politicamente correto não enaltecer qualquer coisa neste tipo. Não gostamos dessa posição, mas temos que aceitar”, diz o coronel.

“Curto-circuito”
ImagemPerguntada por que seu marido, que chefiou o DOI-Codi no auge da ditadura militar, não daria o depoimento à novela, Maria Joseíta é categórica. “Meu marido não dá entrevista justamente por isso que acontece no momento, este curto-circuito no que acontece e no que dizem que aconteceu”, diz ela.

Apesar disso, quando a novela estrear, às 22h15 desta terça-feira, ela estará em frente à televisão. “Pretendo ver para rebater o que acho que é mentira. Acho não, porque eu tenho fontes. Se for mentiras, segundo essas minhas fontes, pretendo rebater no meu site”, diz.

Se vai assistir ao lado do seu marido, Maria Joseíta despista. “Preferimos programas políticos”, conta. Antes de desligar, ainda dá um parecer sobre o que chama de maior legado do golpe de 64 – que ela chama de “revolução de 64”. “Aposto que você vai morrer de rir quando eu disser qual foi o legado. Mas eu morro dizendo isso. Foi a liberdade e a democracia…”.

IG

Estréia de “Amor e Revolução” – 1º Capítulo (Terça): Maria Paixão e José Guerra se encontram pela primeira vez em atentado ao prédio da UNE

Fotos: Lourival Ribeiro (SBT) 

É 1964 e Nina Madeira está em esconderijo na mata com jovens e fala sobre a Revolução no Brasil. Eles discutem sobre a política brasileira. Homens encapuzados chegam, começam a atirar e jogam bomba no local. Nina consegue fugir pela mata, mas uma jovem é morta. José Guerra vai reconhecer o corpo da jovem, que é sua namorada Cléo. O delegado Aranha e o inspetor Fritz prometem encontrar os culpados. Desolado, José Guerra recebe o apoio da família. José diz ao pai, o General Lobo Guerra, que vai vingar a morte de Cléo. Maria Paixão faz discurso no qual apoia a reforma agrária no país. Thiago e Lúcia, pais de Maria, assistem às notícias na TV sobre uma possível Revolução no Brasil. Em esconderijo no sítio, Jandira e Batistelli falam a respeito dos preparativos para a luta armada. Eles discutem sobre os ideais de liberdade e igualdade. Jandira diz que vai lutar ao lado de Batistelli. José Guerra conta ao pai, o General Lobo Guerra, que as notícias sobre o golpe militar correm pelo país. Na redação do Jornal, Thiago, Dra. Marcela, Marina e Mário conversam sobre o caos político que o Brasil se encontra. Os quatro falam sobre o poder da imprensa numa época tão obscura. José diz ao irmão, Filinto, que prefere romper com o pai e o irmão a participar do golpe militar. Maria Paixão comunica à família que vai para o Rio de Janeiro participar de uma Assembléia ao lado de estudantes. A jovem quer lutar por seus ideais.

 O General Lobo Guerra pede ao filho, José Guerra, que também vá ao Rio de Janeiro à paisana para apurar informações sobre o Movimento Revolucionário Brasileiro. No Jornal, Dra. Marcela recebe telefonema anônimo sobre ameaça de bomba. Nina conta a Duarte o que passou na mata. Ela está em pânico, pois foi a única sobrevivente da chacina. Artistas do grupo de teatro prometem combater o golpe militar. O Coronel Demóstenes é assassinado pelo Tenente Telmo. O General Lobo Guerra acoberta o crime. O sítio em que Jandira e Batistelli estão escondidos é cercado por policiais. Jandira foge e Batistelli troca tiros com os militares. Considerados subversivos, Carlo e Odete planejam fuga da cidade. O casal despede-se das filhas Alice e Lara. Fritz, um militar torturador, persegue o casal. Mário e Maria Paixão estão na Assembléia da UNE. José Guerra chega à paisana e diz para os estudantes sairem do local, pois o policiais cercaram o prédio. Maria e José se encontram pela primeira vez. José a protege de bomba de gás lacrimogêneo. O Delegado Aranha fecha o cerco contra Batistelli, que consegue se esconder. Fritz captura Carlo e Odete e os algema. As filhas do casal são levadas pelos militares. Jandira é perseguida na mata pelos policiais, que estão fortemente armados. O Jornal recebe confirmações de morte por telefax de vários lugares do Brasil. Filinto leva as garotas Lara e Alice, filhas de Odete e Carlo, para sua casa. Carlo e Odete são levados para a sala de tortura.

“Amor e Revolução” estreia nesta terça às 10:15 da noite no SBT.

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