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Confira como foi a estreia de “Amor & Revolução” pelo Brasil

Ontem estreou a novela “Amor & Revolução” no SBT, e segundo dados prévios da Grande São Paulo a trama marcou 7.1 de média e fechou em terceiro lugar, a Record foi vice com 12.3 e a Globo liderou com 19.6.

Confira agora a audiência de estreia em algumas praças:

Rio de Janeiro: marcou 7.3 com picos de 11 e share de 12% contra 17.3 da Record, 20.6 da Globo e 2.7 da Band.

Belo Horizonte: Foi vice com 6.3 com picos de 8 e share de 13%, a Record ficou em terceiro com 5.9, a Band em quarto com 3.5 e a Globo liderou com 20.7.

Porto Alegre: marcou 5.5 com picos de 7 e 9% de share, perdeu pra Band que atingiu o terceiro lugar com 6 pontos, a Record foi vice com 8.4, e a Globo líder com 27.7

Distrito Federal: Na capital, a trama marcou 10.3 pontos de média e fechou em terceiro lugar, a RedeTV ficou em quarto com 4 pontos, a Record na vice com 11.2, e a Globo liderou com 18.4

Apesar de eletrizante e emocionante, “Amor e Revolução” não convence

“Senhor Deus dos desgraçados, dizei-me se é loucura ou é verdade.” Antonio de Castro Alves. Que poderíamos aplicar tranquilamente na situação que vivemos no atual cenário televisivo do país.

Sabe aquele lado negro da história que qualquer um tem pavor em comentar? O SBT deu a mão à palmatória, ofereceu a cara pra bater e quebrou o protocolo: uma novela pautada toda ela na ditadura militar que o Brasil viveu entre os anos 60 e 80. “Nenhuma outra emissora jamais teve coragem de mostrar”, ilustrou com extrema perfeição José Messias. “Amor e Revolução” veio para quebrar todos os paradigmas.

O que aconteceu nos porões do país enquanto se mostrava na TV carnaval e festa? Qualquer pessoa que freqüentou algumas aulas de história no ginásio colegial sabe a resposta: tortura, morte, pancadaria, dor e sofrimento. Mas saber e ter coragem de mostrar são coisas completamente diferentes. Coragem de dizer verdades em um país que se fundou em concretos de mentira.

Esse horário tem poder: 22h15. Começaram nesta mesma hora “Ribeirão do Tempo” e “Tapas e Beijos”. No twitter, todos iniciaram as reclamações sobre a emissora de Silvio Santos, alegando que tinha que ter DNA no Ratinho, para entregar com boa audiência para a novela de Tiago Santiago. Não adiantava mais discutir táticas de guerrilha àquela altura, a sorte estava lançada.

Com 15 minutos de atraso (pra variar), começava “Amor e Revolução”. A primeira cena foi ação e adrenalina pura, um grupo de extermínio aos comunistas soltava frases do tipo “comunista bom é comunista morto” e acelerava o coração de quem assistia.

Na tela da televisão aparecia o aviso dizendo que a novela era para maiores de 14 anos de idade. Mas a cena de sexo exibida pelo SBT merecia um horário mais adequado. Os seios da atriz Lúcia Veríssimo ficaram à mostra para quem quisesse ver e, como se não bastasse, seu companheiro de cena, Licurgo Spínola, usava-os, como em filme pornô.

Aliás, o Tiago Santiago não deve ser muito criativo: Maria Paixão e José Guerra nos lembram Ana Raio e Zé Trovão. Não dava pra pôr nome de gente normal nessas criaturas?

Os minutos se passavam e o SBT não atravessava os 8 pontos no IBOPE na grande São Paulo, ficando atrás de “Ribeirão do Tempo”, que já estendia-se dois dígitos. No Rio de Janeiro, a novela da Record fisgava a liderança da Globo, enquanto que em Brasília e Recife Amor e Revolução chegava a liderança às 23h10. Entretanto todos esperavam mais, assim uma música de fundo com o nome de “Frustração” pairava no ar.  Por falar em som, a trilha sonora da nova novela do SBT estava impecável, como prometeu o autor. Cálic – Pitty; Alegria, Alegria – Caetano Veloso; Domingo no Parque – Gilberto Gil; Nossa Canção; deram um tom especial à noite.

Enfim, “Amor e Revolução” não ficou devendo. Mas sabe aquele gostinho que fica na boca após comer um pedaço de ovo de páscoa? Pois é, esperávamos um pouco mais, mas só um pouco.

In memoriam Sérgio Madureira.

Por: Breno Cunha

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Estreia de “Amor & Revolução” registra terceiro lugar

A novela “Amor & Revolução” fez sua estreia no SBT na noite desta terça-feira, 05 de abril.

Primeira telenovela brasileira a abordar o assunto em sua trama central, a trama de Tiago Santiago com direção de Reynaldo Boury é ambientada no período da ditadura militar no Brasil.

Segundo a prévia, “A & R” marcou 7.1 de média com pico de 9.1 pontos contra 19.6 da Globo, 12.2 da Record, 4.0 da Band e 3.7 da RedeTV.

“Amor e Revolução” causa polêmica antes da estreia

ImagemA novela “Amor e Revolução”, de Tiago Santiago, que estreia nesta terça-feira (5) no SBT, vai retratar – com direito a fortes cenas de tortura – os anos de ditadura militar no País. O assunto, sempre polêmico, já está dando o que falar.
Mais de 70 depoimentos de pessoas que se dizem vítimas da repressão foram colhidos para serem exibidos ao término dos capítulos. Em entrevista ao programa de Marília Gabriela, no domingo (3), Santiago afirmou que só conseguiu um depoimento do “outro lado”, o de Jarbas Passarinho, militar reformado (ex-ministro do Trabalho e da Educação, nos governos Costa e Silva e Emílio Garrastazu Médici).
Aos 74 anos, Maria Joseíta Ustra, mulher e secretária do coronel reformado do exército Carlos Alberto Brilhante Ustra, ex-chefe do DOI-Codi entre setembro de 1970 e janeiro de 1974, foi procurada pela produção da novela, para dar seu depoimento. Em conversa com a reportagem do iG, ela explica por que se negou a gravar.
“Nós fomos procurados no dia 18 de março. Hoje é dia 4 de abril. Passaram-se 17 dias. A produção nos procurou quando já tinha 70 depoimentos, sendo que só um favorável aos militares. Pode-se resumir assim: faltando 18 dias para a estreia, ela veio me procurar sem ter depoimento algum? Então ela não teve intenção de ter 70 depoimentos a favor e 70 contra”, afirma.

Casada há 52 anos com o coronel que chegou a ser processado (e depois inocentado), acusado de comandar sessões de tortura em presos políticos, Maria Joseíta é professora primária aposentada. Sua atuação atual é manter um site com o mesmo nome do livro que seu marido lançou no ano passado, “A Verdade Sufocada – A história que a esquerda não quer que o Brasil conheça” (ed. SER). Maria Joseíta conta que preferiu sugerir outros nomes para dar depoimentos favoráveis ao período militar.
Um dos nomes é o do coronel da reserva Ronaldo Brito, diretor da ONG Terrorismo Nunca Mais, que se auto-declara um “contrarrevolucionário”. “A nossa ideia, os nossos depoimentos, é que sejam calcados em episódios históricos que não possam ser refutados. Sabemos que não há qualquer possibilidade da novela ser a favor dos contrarrevolucionários. É politicamente correto não enaltecer qualquer coisa neste tipo. Não gostamos dessa posição, mas temos que aceitar”, diz o coronel.

“Curto-circuito”
ImagemPerguntada por que seu marido, que chefiou o DOI-Codi no auge da ditadura militar, não daria o depoimento à novela, Maria Joseíta é categórica. “Meu marido não dá entrevista justamente por isso que acontece no momento, este curto-circuito no que acontece e no que dizem que aconteceu”, diz ela.

Apesar disso, quando a novela estrear, às 22h15 desta terça-feira, ela estará em frente à televisão. “Pretendo ver para rebater o que acho que é mentira. Acho não, porque eu tenho fontes. Se for mentiras, segundo essas minhas fontes, pretendo rebater no meu site”, diz.

Se vai assistir ao lado do seu marido, Maria Joseíta despista. “Preferimos programas políticos”, conta. Antes de desligar, ainda dá um parecer sobre o que chama de maior legado do golpe de 64 – que ela chama de “revolução de 64”. “Aposto que você vai morrer de rir quando eu disser qual foi o legado. Mas eu morro dizendo isso. Foi a liberdade e a democracia…”.

IG

Filho de Wagner Montes e Sonia Lima, Diego Montez estreará como ator na novela ‘Amor e Revolução’, do SBT

 Diego Montez: dicas da mãe famosa

“Amor e Revolução”, novela do SBT que estreia amanhã, promete revelar uma nova cara, mas cujo os pais são velhos conhecidos. Filho de Sonia Lima e Wagner Montes, o eterno casal vinte do “Show de Calouros”, Diego Montez ganhou um papel na trama escrita por Tiago Santiago. Ele dará vida a um jovem ator que milita contra a ditadura. O rapaz ainda não gravou suas primeiras cenas, mas já ganhou dicas da mãe, que faz parte do elenco da Record.

Curiosamente, outros parentes de famosos estão no folhetim do SBT. Marcelo Camargo, filho de Hebe Camargo, e Tiago Abravanel, neto de Silvio Santos, também foram escalados para o elenco.

Na TV

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